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Portugal afirmou-se no contexto europeu como primeira potência expansionista atlântica. Já em 1336 inicia movimentos exploratórios das ilhas Canárias, reivindicando a sua posse em 1345. Em 1350 aparecem as primeiras referências ao arquipélago da Madeira, em 1351, o denominado Atlas Mediceu, localiza geograficamente a Madeira. Em 1418, assiste-se ao reconhecimento oficial do Porto Santo e em 1419, da Ilha da Madeira. O povoamento do arquipélago da Madeira inicia-se na década de 20 do século XV, com o ensaio de estruturação imperial que será depois desenvolvida noutras partes do Mundo. Desde cedo, a Madeira se estabelece como referência de apoio logístico à expansão portuguesa, nomeadamente às praças do norte de África, fornecendo ainda ajuda técnica e humana às experiências de Cabo Verde e do Brasil. Grande parte das tecnologias da exploração açucareira do Brasil resultam dos avanços primeiro ensaiados na ilha da Madeira. Mesmo no Oriente, foram muitos os madeirenses que se juntaram à diáspora portuguesa. Por exemplo, um madeirense, Jordão de Freitas, foi nomeado senhor das ilhas de Amboíno e Sirão, nas Molucas, capitão da fortaleza de São João de Ternate. A própria diocese do Funchal comportará até 1551, as dioceses de Angra, Cabo Verde, São Tomé e Goa.

Apesar de não fazer parte do percurso de regresso da carreira das Índias, terá a Madeira importância estratégica, no regresso à Europa da rota de Acapulco, onde muitos dos galeões aportavam antes da chegada a Sevilha. Desde cedo a Madeira, pelas excepcionais condições geográficas, se afirmará como ensaio, para muitas das experiências do império português. O açúcar da Madeira, exportado para toda a Europa, atraiu desde cedo muitos estrangeiros, que aqui se fixaram, acabando por ajudar a caracterizar o madeirense, aberto ao mundo, numa tradição de cosmopolitismo que depois se acentuará noutros ciclos da sua economia, como com o desenvolvimento do Vinho Madeira.

Após vários anos de ciclos de conferências de temática centrada em aspectos particulares da relação do Ocidente com o Oriente, o ano de 2005, propõe uma temática mais generalista, de balanço, sobre temas já tocados em anos anteriores. Portugal pode oferecer à Europa do Renascimento o contacto directo com míticas e misteriosas civilizações orientais.

Local e Datas:
12-13-14-15 Novembro 2005


Arquivo Regional da Madeira
Caminho dos Álamos, n.º 35
9020-064 Funchal

Telefone: +351 291 708 400
Fax: +351 291 708 402

12 Novembro (Sábado)

18h00
Inauguração da Exposição “Um Olhar do Porto – Colecção Dr. Jorge Mota”
Museu da Quinta das Cruzes

13 Novembro (Domingo)

10h00
Visita guiada Sé Catedral do Funchal e Igreja de São João Evangelista

12h00
Visita guiada ao Museu de Arte Sacra do Funchal e exposição “A Madeira
nas Rotas do Oriente”.

13h00
Almoço nos jardins de uma Quinta Madeirense, oferecido pela Comissão
das Comemorações dos 500 anos da Cidade do Funchal 2008

15h30
Passeio pela Ilha da Madeira


14 Novembro (Segunda-feira)

10h00-13h00

Sessão de abertura
Nelson Veríssimo

A Madeira e a expansão Portuguesa

João José Abreu de Sousa
Um Madeirense no Império do Oriente – Jordão de Freitas.

14h30-17h30

Fernando António Baptista Pereira
Dos Museus no Oriente a um Museu do Oriente – Experiências de Programação
Museológica


Maria Helena Mendes Pinto
Objectos entre Portugal e o Oriente – Um Olhar sobre as exposições que
organizei


Ezio Bassani
Arte Afro-Portuguesa

20h30

Jantar na torre “Avista Navios” do Museu de Arte Sacra, Funchal

 

 

 

15 Novembro (Terça-feira)

10h00-12h30

Gauvin Alexander Bailey
Trocas culturais e artísticas nas Missões Jesuítas na Ásia

Amin Jaffer
“Na Ásia, ninguém se aproxima dos poderosos de mãos vazias”; Obstáculos
que se puseram aos enviados europeus nas cortes asiáticas.


Anemarie Jordan Gschwend
A procura do exótico no Renascimento. Agentes, Mercadores e Coleccionadores
Reais.

14h30-17h30

Ronald Fuchs II
Porcelana Chinesa na Colecção de Henry Francis du Pont no Museu Winterthur

William Sargent
Arquitectura Chinesa nos jardins ocidentais: O comércio com a China e a
sua influência no Jardim Anglo-chinês


Maria Antónia Pinto de Matos
Um Olhar sobre os embrechados de Porcelana da China em Portugal

Rosa e Mário Varela Gomes
Testemunhos de quotidianos no Funchal, dos séculos XV-XVII

 

Secretariado
A.A.O. – Associação Amigos do Oriente
Rua da Imprensa Nacional, n.º 30
1250-123 Lisboa
Telefone: +351 21 347 24 28
E-mail: amigosdooriente@mail.cismeios.pt
Terça-feira, 9h00-13h00

Alojamento
Reservas:
Filipa Araújo
TOP ATLÂNTICO
Avenida das Comunidades Madeirenses, 15, 2nd Floor
9000-054 Funchal, Madeira – Portugal
Telefone: +351 291 206 257
Fax: +351 291 206 201
E-mail: f.araujo@topatlantico.com
www.topatlantico.com

Secretariado/inscrições
Isabel Andrade
Avenida das Comunidades Madeirenses, 15, 2nd Floor
9000-054 Funchal, Madeira – Portugal
Telefone: +351 291 206 219
Fax: +351 291 206 201
E-mail: madeira.groups.incentives@topatlantico.pt